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Symbiosis

As obras da série emergem de um gesto de sobreposição — tecido, pixels, pintura e massa acrílica se encontram em camadas que não se fixam em uma única leitura. Cada superfície guarda um gesto manual, uma textura, uma pulsação distinta, e o resultado plástico final se reinventa conforme a luz atravessa o conjunto.

A simbiose, assim, não está apenas na poética: ela se encarna na própria materialidade, onde fragmentos diversos se fundem em um corpo vivo, em transformação constante.

No lugar de domínio, relação. Ao se desfazer na terra úmida, o corpo não desaparece: ele se lembra de tudo que é.

2024 - 2025

Aluga-se

Cada janela revela um mundo próprio, refletindo os desafios econômicos e sociais de um bairro que tenta se encaixar no complexo quebra-cabeça urbano. Como diz John Berger, “o significado de uma imagem varia conforme o que é visto ao lado dela”. Parece que as peças não estão se encaixando.

A série se desdobra em múltiplas materialidades — colagens, vídeos, instalações, objetos, esculturas em papelão, impressões em jornal, montagens interativas e até caixas sonoras. O espectador é convidado a olhar dentro, mover peças, montar quebra-cabeças, ouvir histórias.

Em cada gesto, abre-se um espaço para lembrar suas próprias mudanças e compartilhar narrativas. Muitos chegaram a escrever poemas e memórias inspirados pelas obras, transformando-as em um território de trocas vivas.

Aqui, impressão e recriação da realidade operam como um convite: parar o olhar apressado sobre a cidade, juntar fragmentos e criar conclusões sobre a experiência de habitar. A obra não se fecha em si: ela se completa no corpo que interage, no relato que ecoa, na memória que se inscreve.

2018–2025

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